Arquivos do mês de February, 2006
Efeito Manfred
Você já presenciou alguma situação em que você sentisse inveja, mas não no sentido negativo da coisa? Eu sei, seu sei. Inveja é inveja e ponto final… É uma coisa ruim e ponto. Mas sinceramente falando não vejo outro sentido para definir o que sinto. Hum, como ‘inveja’ é uma palavra meio pesada e pode acabar desvirtuando o sentido do que eu quero expressar vamos chamar a inveja de… ‘Efeito Manfred‘. O que acham? Os que forem contra levantem o braço esquerdo… Ninguém? Bom…
Continuando, o Efeito Manfred que se apossou de mim não é nem pela Caixa Preta das Trevas, vulgo PS2; tampouco pelos mais de 4000 VIPS que passaram a noite de sábado vendo os faraônicos Stones. Na verdade não é nem por coisas materiais. O engraçado que é por um sentimento que nunca tive.
Tudo começou quando minha mãe estava arrumando as coisas delas e achou umas fotos minhas de uns 20 anos atrás… Estava eu, ela e o meu pai, falecido há uns dez anos, pelo o que eu me lembro. Engraçado que eu não me lembrava mais direito da face dele. Tinha flashes de detalhes, mas não lembrava direito dele. Afinal, como ele sempre fora uma figura ausente e aliando a problemas de alcoolismo que ele tinha, não tinha muitas refêrencias de sentimentos para se ter sobre ele. O que gerava um pouco de Efeito Manfred dos meus amigos que na minha cabeça, tinham um tempo precioso que podiam passar com os seus pais e não aproveitavam. Ok, ingenuidade minha, mas era o que eu pensava
Para se ter uma noção, deixei de falar com o meu pai em definitivo aos quinze anos e nem quando ele foi internado fui visitá-lo. Sequer fui ao enterro. Eu soube pela minha mãe que ele queria me ver para pedir perdão, mas na época, eu estava tomado por um orgulho juvenil e não queria vê-lo, como forma de ‘puní-lo’ pela ausência que me provocara durante a minha vida… Se eu carrego culpa? Um pouco. Fico mais tristes das coisas que eu não aprendi com ele, dos momentos que não passamos juntos. Do pai melhor que ele poderia ter sido. Engraçado que hoje em dia nem o culpo mais. Ele era uma pessoa doente…
Bom, voltando ao Efeito Manfred, eu testemunhei um pai ser afetuoso com os seus filhos… Então uma sensação de Efeito Manfred se apossou de mim… Por mais que digamos que nos fortalecemos e estamos imunes a certas sensações, quanto menos esperamos somos pegos de surpresa. Pelo msno é uma cena legal de se ver. É como estar num filme só que de mais perto.
Definitivamente preciso trabalhar isso para não ser pego desprevenido por esse tipo de Efeito Manfred de novo…
Um brinde, divirtam-se e Play the Game…
T – 4 meses.Alguém pegou a toalha que eu joguei?
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Highlander? Tô fora!!
Às vezes dar uma pausa faz bem, não acham? Essa semana foi muito corrida, até mesmo para os meus padrões… Em compensação pude adiantar algumas pendências na minha vida. É meio complicado tentar explicar, mas talvez algumas ações futuras minhas sejam mal interpretadas por alguns dos meus amigos.
Assistindo hoje no almoço a um pedaço do filme o homem bicentenário me fez pensar sobre imortalidade. Sei que isso não tem nada a ver, mas para mim esse era o tipo de coisa que se me oferecessem eu recusaria educadamente de bom agrado… Nem na minha época de jogador de Vampire eu não gostava de criar vampiros centenários, preferia os neófitos – como são chamados os humanos recém ‘transformados’. Na verdade o conceito nunca me agradou. Mesmo.
E o porquê disso tudo? É simples: eu acho imortalidade um saco… Vocês podem rebater que é legal viver entre as eras, o conhecimento que se adquire, etc, etc… E daí? Qual a graça de se ter isso tudo e viver sozinho? Se com as nossas vidas normais já é difícil, imagine você ver as pessoas ao ser redor irem embora e você ficando para trás? É Aterrorizante.
Falando até um pouco mais sério, não consigo nem me imaginar chegando aos cinquenta quanto mais imaginar uma vida eterna, hehehe…
Bom, chega de filosofia de butequim por hoje…
Um brinde, divirtam-se e Play the Game…
T – 4 meses.
Aprendendo a aceitar as partidas que perde e tentando seguir em frente…
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Se chove lá fora, o remédio é usar um guarda-chuva grande…

Fiz esse desenho hoje, durante o trabalho… Pensando sobre as coisas que andam acontecendo e os rumos que eu estou tomando. Com sorte, as coisas irão dar certo desta vez….
Um brinde, divirtam-se e Play the Game…
T – 4 meses.
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¬_¬` …
Uma coisa que eu acho curiosa é a crença no tempo como remédio para curar os males…
Não sei qanto a vocês, mas definitivamente comigo não funciona. Em vez das feridas sararem, elas gangrenam… Fica a lição. Qualquer problema que eu tenha daqui pro diante vou tentar resolver na hora e não confiar nesse tal Sr.Tempo.
Eu tava meio receoso em blogar nesses últimos dias, simplismente esperar resolver certas pendências, acomuladas porque resolvi dar tempo ao tempo. Como eu já supunha, a emenda foi pior que o soneto. Falei o que quis e ouvi o que não quis e nada muda, fora os ‘eu te disse’ que eu ouço por aí – alguns, inclusive, eu já ouvia faz tempo… Vou tentar trabalhar mais esse lado meu que não aceita direito as traições e rejeições que acontecem no nosso dia a dia. Bom, basta saber que o errado e doente nessa história sou eu…
E eu achando que não podia perder sempre.
Me enganei.
De novo…
Cada vez mais acredito que cada um tem o cancêr que merece…
Mudando de asunto, fui agraciado com a honra de ser padrinho da filha do meu amigo Carlos Klimick e da minha sensei Lilith, Alice… Bom, confesso que veio em boa hora. É sempre bom olhar para aquele rostinho lindo emanando alegria…
Depois eu posto uma foto dela, se os pais deixarem…
Um brinde, divirtam-se e Play the Game…
T – 4 meses.
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Apenas um post no meio da noite, como tantos outros que vocês já leram…
Queria poder ser tão bom escritor quanto acredito ser desenhista…
Admiro muito aqueles que conseguem explicar o que sentem com as palavras, de modo que não fica uma coisa piegas nem gratuita. ou então como os músicos, que sejam com a sua voz ou suas habilidades com os intrumentos conseguem nos fazer lembrar de certas coisas… Acreditem, não acho que ser desenhista me faz especial. Pelo contrário, acho até chato. Tanto que falei em outro post que se eu pudesse, vendia minhas habilidades. É um saco toda vez que as pessoas descobrem que você sabe desenhar logo virem pedir um desenho. Ou quando tornam-se seus amigos para poder ajudar em algum trabalho, serviço (do tipo que vc ou ganhe muito pouco ou nada, afinal ‘é pela amizade’ – nesse ponto eu excluo os frilas, porque se aceitamos a bomba, a culpa é exclusivamente nossa) ou quando apenas enxergam isso como qualidade em sua vida. Acreditem, isso acontece…
Mudando um pouco de assunto, essa semana comecei o meu curso de Japonês. Eu gostei muito do método, a turma era até legal… Havia inclusive conhecidos e amigos nela. Eu particulamente achei que fui um desastre embora tenham achado o contrário… Mas, sei lá. Da mesma maneira que me apaixono por um projeto posso perder o interesse. A verdade é que eu parei e olhei: okey, você faz japonês agora… Um antigo sonho realizado… Então porque eu não estou feliz? Talvez seja aquela teoria que têm sobre mim de que o meu estado ‘saudável’ é o depressivo e de vez em quando fico ‘doente’ de felicidade seja verdadeira.
Cansaço
Às vezes eu odeio estar certo sobre certas coisas… Até mesmo sobre meus erros. E umas das coisas mais importantes que aprendi nesses, é a enxergar o meu lugar nisso tudo.
Um brinde, divirtam-se e Play the Game…
T – 4 meses.
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